ali, então - sophia de mello breyner - comentário
[ sophia 1919 - 2004 ] ALI, ENTÃO Ali, então em pleno mundo antigo À sombra do cipreste e da videira Olhando o longo tremular do mar Num silêncio de luas e de trigo (Como se a morte a dor o tempo e a sorte Não nos tivessem nunca acontecido) Em nossas mãos a pausa há-de poisar Como o luar que poisa nas videiras E em frente ao longo tremular do mar Num perfume de vinho e de roseiras A sombra da videira há-de poisar Em nossas mãos e havemos de habitar O silêncio das luas e do trigo No instante ameaçado e prometido E os poemas serão o próprio ar — Canto do ser inteiro e reunido — Tudo será tão próximo do mar Como o primeiro dia conhecido [ Sophia de Mello Breyner - Geografia, 1967 ] . . . . . . . . texto metalinguístico, traz um caráter reconstrução, nos versos. vejam, há a necessidade de uma p...