navio fantasma e o amor à deriva - paulo cesar pinheiro
p c pinheiro NAVIO FANTASMA [ Francis Hime & P C Pinheiro ] Os dias ainda suporto Às noites é que eu me condeno De madrugada eu acordo Sangrando canções de veneno. O sol dos teus olhos me mata E a lua dos meus te apavora Derrama-se o ouro na prata Inventa-se o sangue da aurora. Marés de saudade já cedo Batendo nas praias vazias E o meu coração nos rochedos Morrendo em marés de agonia. E assim são as águas da vida E o mar é um mistério que pasma Tu és a cidade perdida E eu sou o navio fantasma. [ Francis, 1980, Som livre ] . . . . . . . . . . . . a canção encena um amor em desencontro radical: duas pessoas que se afetam, mas não se encontram no mesmo tempo emocional. ele vive a dor, a saudade, a vigília noturna; ela aparece como luz que mata...