túmulo de lorca é poesia manifesto - sophia de mello breyner
federico garcía lorca 1898 - 1936 uma poema comentado da poesia de sophia breyner: TÚMULO DE LORCA Em ti choramos os outros mortos todos Os que foram fuzilados em vigílias sem data Os que se perdem sem nome na sombra das cadeias Tão ignorados que nem sequer podemos Perguntar por eles imaginar seu rosto Choramos sem consolação aqueles que sucumbem Entre os cornos da raiva sob o peso da força Não podemos aceitar. O teu sangue não seca Não repousamos em paz na tua morte A hora da tua morte continua próxima e veemente E a terra onde abriram a tua sepultura É semelhante à ferida que não fecha O teu sangue não encontrou nem foz nem saída De Norte a Sul de Leste a Oeste Estamos vivendo afogados no teu sangue A lisa cal de cada muro branco Escreve que tu foste assassinado Não podemos aceitar. O processo não cessa Pois nem tu foste poupado à patada d...