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negro drama - racionais - não é só isso

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             não é só isso             _ajuda na intepretação de texto_ resenha com proposta de estudo da letra de música dos "racionais mc's"        NEGRO DRAMA    Nego drama   Entre o sucesso e a lama   Dinheiro, problemas, invejas, luxo, fama   Nego drama   Cabelo crespo e a pele escura   A ferida, a chaga, à procura da cura   Nego drama   Tenta ver e não vê nada   A não ser uma estrela   Longe, meio ofuscada   Sente o drama   O preço, a cobrança   No amor, no ódio, a insana vingança   Nego drama   Eu sei quem trama e quem tá comigo   O trauma que eu carrego   Pra não ser mais um preto fodido   O drama da cadeia e favela   Túmulo, sangue, sirene, choros e velas   Passageiro do Brasil, São Paulo, agonia   Que sobrevivem em meio às honras e covardias  Periferias, vielas, cortiços ...

por que escrever à mão ainda importa

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        meu caderno não é um planner existe espaço pra escrever, inspirar-se... é perfeito para quem busca ambiente leve para suas listas, pensamentos e fregmentos de cotidiano -- isso incentiva escrita espontânea e, claro, mais sinapses, mais conexões!                     . . . . . . . . . . .  .   .        na loja :           veja o volume 1  -  clica       veja o volume 2  -  clica   olhe as primeiras páginas dos cadernos clicando nos links acima -- clube de autores -- haverá botão " leia um trecho " 

futebol e literatura - não é só isso - podcast

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  saiu episódio número 3 de "não é só isso"  futebol e litratura o que houve entre josé lins do rego e a copa de 1954? por que joão cabral está no podcast sobre futebol? e adriana jungbluth? o que ela faz nesse edpisódio? o francês éric cantona é destaque também... além deles, a jogadora marta, a escritora rachel de queiroz, co elho netto, djamila ribeiro, nelson rodrigues, cartola e tantos outros e outras envolvidos em nossa conversa! importante! clica no vídeo abaixo, compartilha! por favor -- ajuda o algoritmo! :) - . . . . . . veja o podcast inteiro ! . . . . . . .  .  .  .  . veja tudo ytbe !   podcast não é só isso - clica  . . . . . .  .  .  .   .  um trechinho :  . . . . . .  .  .  .  .   .    . no spotify - episódio 2 - futebol e literatura - clica no spotify - episódio 1 - clica e ouve na amazon - não é só isso - clica

tocaia - lia d'assis - para enfrentar tabus

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         T O C A I A  Às vezes solidão me espreita  e sinto a morte amoitada  paciente senhora que aguarda  sussuros de suicida  Há dias em que admiro  a bravura dos que partem  sem adeuses ou cartas  sem unção nem perdão  Há dias em que avida  é um presente pesado      [ Lia d'Assis, F also infi ni t o, ed Patuá ]   . . . . . .  .  .  .   .  . o título põe em alerta : quem está de tocaia? a senhora dona morte ou a voz poética (eu lírico) que sente a morte espreitando? uma homanagem aos suicidas pela coragem de cuidar da própria vida. e da própria morte. olhem, é fundamental esse aceno ao indivíduo, num universo em que tomar conta da vida -- e da morte -- das gentes chega a ser um tabu. neste século 21, o tal discurso neoliberal individualiza os seres e os arremessa na bolha do consumo. sobra quase nada pra cuidar, dentro do corpo e da mente que possa ser chamado...

túmulo de lorca é poesia manifesto - sophia de mello breyner

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  federico garcía lorca 1898 - 1936 texto comentado de sophia m breyner:       TÚMULO DE LORCA   Em ti choramos os outros mortos todos  Os que foram fuzilados em vigílias sem data  Os que se perdem sem nome na sombra das cadeias  Tão ignorados que nem sequer podemos  Perguntar por eles imaginar seu rosto  Choramos sem consolação aqueles que sucumbem  Entre os cornos da raiva sob o peso da força  Não podemos aceitar. O teu sangue não seca  Não repousamos em paz na tua morte  A hora da tua morte continua próxima e veemente  E a terra onde abriram a tua sepultura  É semelhante à ferida que não fecha  O teu sangue não encontrou nem foz nem saída  De Norte a Sul de Leste a Oeste  Estamos vivendo afogados no teu sangue  A lisa cal de cada muro branco  Escreve que tu foste assassinado  Não podemos aceitar. O processo não cessa  Pois nem tu foste poupado à patada da besta ...

carência que estraga tudo

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                               fonte _   @capivarinhapantaneira   - instagram _ 2026    . . . . . .  .  .  .  .   . nem sei se isso precisaria ser um desafio, mas é. foi marcante a descoberta desta postagem, neste momento em que mergulho em reflexões e algumas ações rumo a me entender mais dentro desse universo da carência afetiva. eu, que ando atolado até a pós-vida nessa questão. sempre enxerguei isso como um problema. a carência seria problema. o ritmo das relações com pais, nos primeiros anos da vida é um troço poderoso. carência afetiva seria uma doença? distúrbio de personalidade? o desafio da tirinha acima nunca me havia passado pela cabeça. isso acontece hoje, 2026, quando farei 62 anos. 62. juro. olhem, sempre me vi enfrentando essa coisa de falta de amor ou similar como uma guerra eterna: uma hora avançava um pouco, noutra perdia muito. nas terapia...

língua - regina azevedo adoça o idioma

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          não é só isso     _ajudando na interpretação de texto_                                                LÍNGUA              [ Regina Azevedo ]     li um texto    com meu namorado    e agora é me come pra cima                       me come pra baixo    é que a vida inteira    tentamos fincar bandeiras    enquanto podíamos sambar    mas agora ele diz    me encoxa    e eu adoro                     claro        fico logo molhada     com essa ideia    de sobrepor camadas    de fazer da língua     a própria bala   .  .   ....

assim o amor - sophia de mello breyner busca ser racional com o sentimento

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                                                                           sophia de mello breyner andresen (1919-2004) uma resenha do poema de sophia de mello breyner: "assim o amor"       ASSIM O AMOR   Assim o amor   Espantado meu olhar com teus cabelos   Espantado meu olhar com teus cavalos   E grandes praias fluidas avenidas   Tardes que oscilam demoradas   E um confuso rumor de obscuras vidas   E o tempo sentado no limiar dos campos   Com seu fuso sua faca e seus novelos   Em vão busquei eterna luz precisa     [Sophia de M Breyner Andresen, Geografia, 1967 ]   . . . . . . . .  .  .  .   . eu lírico contempla o ser amado com assombro: os cabelos, a força quase selvagem (“cavalos”), paisagens abe...

traiu ou não traiu? atlântida é a voz de capitu no exílio

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                                                                                     [ imagem capa: andré catani 1998 ]       a t l â n t i d a - um monólogo texto feito em 1997.  transformou-se em uma peça teatral em 1998, com manuela soares atuando. era um monólogo. capitu falando, desde o exílio. hoje, está em livro! --  atlântida - clica  -- trecho: " Essa aparição aqui é mera concessão que faço... quero que conheçam o espaço atlântico para onde fui jogada. E onde vou purgando os meus pecados... ou os pecados dos outros. (...)    Na verdade me apropriei desse espaço e vivo até que bem... Nasci para ser mártir.  Passei anos de ressaca. E olhe que a Europa não é o melhor lugar para quem sai do Rio de Janeiro do jeito que eu sa...

banksy e o homem que arremessa flores - mas não é só isso

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        não é só isso     _ajudando na intepretação de imagens_                                                                     banksy, 2003 - mural - cisjordânia uma proposta de estudo para vestibulandos(as) e afins arte  -- até este momento -- do misterioso grafiteiro banky, britânico. segundo fãs, nasceu em 1974. o grafite mostra um manifestante em gesto clássico de ataque — corpo tenso, braço armado pro arremesso — mas, no lugar de pedra ou um coquetel molotov, ele lança  flores . mas não é só isso. se você entendeu que o alvo é aqueles que guerreiam, estamos no caminho certo.  veja: cena seca, quase monocromática; a cor explode só no buquê.  por quê? outra provocação: na violência esperada, resposta poética. por quê? o que incomoda? [t enta responder as per...

velho arvoredo - paulo cesar pinheiro - entre a resistência e o abandono

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                   VELHO ARVOREDO                Paulo Cesar Pinheiro   Eu te esqueci muito cedo   Pelo tempo que passou   Tal como um velho arvoredo   Que o vento não derrubou   Tronco mudado em rochedo   Pedra transformada em flor   E eu fui ficando sozinho no pó do caminho   Me desenganando, sofrendo e chorando   E mantendo em segredo   Essa minha ilusão   Que me escapou de entre os dedos   Pra não sei que outras mãos   E eu me tornei o arremedo   De tudo aquilo que eu não sou   Mas eu jamais retrocedo   O que passou passou   Já superei, mas só eu sei   O mesmo jamais eu serei   Feito a madeira o machado inclinando   Eu por fora estou cicatrizando   E por dentro sangrando, afastado do medo   Mas sozinho, tal como o velho arvoredo   Que não serve ao tempo nem ao lenhador   E ...

não é só isso - agora virou podcast

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        não é só isso agora virou podcast ! eu, edson capellato e o henrique subi nos juntamos pra falar de literatura e outras coisas. o primeiro episódio é sobre william shakespeare o segundo trata dos preços da literatura o terceiro mergulha na relação do futebol com a literatura       [ confira abaixo os vídeos ! ] importantíssimo : clicar e comentar, porque ajuda o algoritmo a fazer com que os vídeo atinjam mais pessoas                                                                                                    [ episódio inteiro ] [ chamada para o podcast ] [ episódio 2  na íntegra] [ chamada para episódio 2 ] [ episódio 3 - futebol ]

sensual - gilka machado - quando o desejo derrota a moral

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                                                      gilka machado 1893-1980         Sensual   Quando, longe de ti, solitária, medito  neste afeto pagão que envergonhada oculto,  vem-me às narinas, logo, o perfume esquisito  que o teu corpo desprende e há no teu próprio vulto.  A febril confissão deste afeto infinito  há muito que, medrosa, em meus lábios sepulto,  pois teu lascivo olhar em mim pregado, fito,  à minha castidade é como que um insulto.  Se acaso te achas longe, a colossal barreira  dos protestos que, outrora, eu fizera a mim mesma  de orgulhosa virtude, erige-se altaneira.  Mas, se estás ao meu lado, a barreira desaba,  e sinto da volúpia a escosa e fria lesma  minha carne poluir com repugnante baba…        [ Gilka Machado, Poes...