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oficina de argumentação - o que é

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  produzir texto argumentativo, com regras específicas, como em avaliações escolares ou  um exame vestibular é sempre desafiador.  pra isso, é necessário visão de mundo, leitura e treino. muito treino. nesta " oficina de argumentação " criei um método simples, básico, para ajudar estudantes e diletantes de toda ordem a produzir texto argumentativo com mais segurança. funciona assim : dado um tema, você é convidado a responder a três perguntas, dentre elas, qual o conflito base do tema. feito esse breve mapa da proposta de redação, segue uma orientação para definir, em poucas palavras, qual tese será desenvolvida; depois, os argumentos e, por fim, a conclusão. pronto. seu projeto de texto está feito. a partir daí, desenvolve-se a redação com mais clareza e segurança. há textos de apoio e gabarito para todos os projetos de texto. temas, neste volume : racismo; violência contra mulher; consumismo; depressão na juventude; cultura indígena; jogos e apostas online; desempenho...

metade de mim cavalo - poesia de sophia é construção da literatura

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  sophia m breyner 19019-2004 poesia "no deserto" de sophia breyner comentada      _  NO DESERTO  _  Metade de mim cavalo de mim mesma eu te domino  Eu te debelo com espora e rédea  Para que não te percas nas cidades mortas    Para que não te percas  Nem nos comércios de Babilónia  Nem nos ritos sangrentos de Nínive   Eu aponto o teu nariz para o deserto limpo  Para o perfume limpo do deserto  Para a sua solidão de extremo a extremo  Por isso te debelo te combato te domino  E o freio te corta a espora te fere a rédea te retém  Para poder soltar-te livre no deserto  Onde não somos nós dois mas só um mesmo  No deserto limpo com seu perfume de astros  Na grande claridade limpa do deserto  No espaço interior de cada poema  Luz e fogo perdidos mas tão perto  Onde não somos nós dois mas só um mesmo       [ G eografi a, 1967, Sophia M B Andresen ] ...

geografia: breve mapa do livro de sophia de mello breyner

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  [ sophia de mello breyner andresen 1919 - 2004 ]              geografia - 1967     poesia de sophia cobra do mundo que volte a ser justo        .    .   .  . . . . . . . . . .  .   .   . o que encontrará no livro "geografia": a luz é assunto recorrente, um  princípio ético antes de ser imagem poética. ela é verdade, justiça, ordem do mundo. exigência de que o real seja legível. e a natureza é uma medida para isso. mar, casa, jardim:   padrões de harmonia contra os quais o mundo histórico é comparado — e quase sempre reprovado. é um c lássico essa poesia há herança grega : forma, limite, proporção. mesmo assim, é poesia ardente e rigorosa ao mesmo tempo . emoção contida com um eu lírico  discreto, p ouca confissão psicológica.  o pa ssado surge como lembrança de um mundo que fazia sentido. já o presente aparece como queda, ruído, injus...

não é só isso - julia lopes de almeida e a educação da mulher

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    não é só isso         _ajudando com interpretação de texto_ A novela Memórias de Martha (Julia Lopes de Almeida) , 1899, retrata a vida de uma mulher da burguesia em situação de exclusão social no fim do século XIX. (...) a trama se ambienta em um cortiço no Rio de Janeiro e narra, a partir da memória da protagonista Martha, experiências marcadas pelo temor religioso na infância, sobretudo após a morte do pai. O enredo expõe dificuldades enfrentadas por Martha e sua mãe, que, após ficar viúva, são obrigadas a viver em condições precárias. A obra apresenta características do realismo-naturalismo, abordando questões como saúde pública, educação e pobreza, e oferecendo um retrato sensível e realista das camadas populares do Rio de Janeiro da época. A importância de Memórias de Martha ultrapassa seu tempo, ao tratar de problemáticas atemporais relacionadas a classe e identidade. Contudo, com o avanço das tecnologias digitais e a transformação das prá...

sessão de conselho de estado - tela de georgina e o protagonismo feminino

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          não é só isso       _interprtação de texto não verbal_ sessão de conselho de estado - georgina albuquerque 1922 pintada no contexto do c entenário da independência (1922) , a obra mostra o momento político anterior ao “grito” (1822): esposa de d pedro, a imperatriz l eopoldina, em posição de destaque . mas não é só isso. perguntas: 1. o que você vê quando olha para ela (sentada) e para os homens? 2. a postura dos homens, diante de leopoldina demonstra qual tipo de sensação?          [ respostas ao final ] tente fazer, por escrito as respostas depois volte aqui e veja se o que fez combina com o que escrevi. continuando: na tela, georgina desloca o foco do heroísmo masculino e militar para a decisão política , doméstica e estratégica — e, sobretudo, coloca uma mulher como agente histórica .   na lata_ aqui, ela desmonta, de vez, o mito da cena do cavalo e o heroísmo masculino. a independência é, na...

esboço -- gilka machado -- e as prévias do amor: mas não é só isso

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            não é só isso              _interpretação de texto_                                                                                       gilka machado 1893-1980        ESBOÇO   Teus lábios inquietos   pelo meu corpo   acendiam astros...   e no corpo da mata   os pirilampos   de quando em quando,   insinuavam   fosforecentes carícias...   e o corpo do silêncio estremecia,   chocalhava,   com os guizos   do cri-cri osculante   dos grilos que imitavam   a música de tua boca...   e no corpo da noite   as estrelas cantavam   com a voz trêmula e rútila   de teus beijos...     ...

vento bravo - paulo cesar pinheiro - resenha

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            VENTO BRAVO           Edu Lobo & Paulo Cesar Pinheiro   Era um cerco bravo, era um palmeiral,   Limite do escravo entre o bem e o mal   Era a lei da coroa imperial   Calmaria negra de pantanal   Mas o vento vira e do vendaval   Surge o vento bravo, o vento bravo   Era argola, ferro, chibata e pau   Era a morte, o medo, o rancor e o mal   Era a lei da Coroa Imperial   Calmaria negra de pantanal   Mas o tempo muda e do temporal   Surge o vento bravo, o vento bravo   Como um sangue novo   Como um grito no ar   Correnteza de rio   Que não vai se acalmar   Se acalmar   Vento virador no clarão do mar   Vem sem raça e cor, quem viver verá   Vindo a viração vai se anunciar   Na sua voragem, quem vai ficar   Quando a palma verde se avermelhar   É o vento bravo   Como um sangue novo   Como um grito no ar...

o vazio desenhava desde sempre - sophia m breyner - comentário

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                                                                            [ sophia de mello breyner andresen 1919 - 2004 ]         O VAZIO DESENHAVA DESDE SEMPRE    O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto     Todas as coisas serviam para nos ensinar      A ardente perfeição da tua ausência        [Sophia M B Andresen, Geografia, 1967 ]     . . . . . . .  .  .  .   . poema lírico onde a tristeza é limpa, quase arquitetônica.  bem joão cabral mesmo. aqui, a ausência dói, mas é plena. intensa, pois  houve aprendizado. e este é tema recorrente, no livro: a ausência; o vazio. esses elementos (ausência, vazio e afins) têm vivacidade. são ativos no universo desses...

negro drama - racionais - não é só isso

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             não é só isso              _ajuda na intepretação de texto_ resenha com proposta de estudo da letra de música dos "racionais mc's"        NEGRO DRAMA    Nego drama   Entre o sucesso e a lama   Dinheiro, problemas, invejas, luxo, fama   Nego drama   Cabelo crespo e a pele escura   A ferida, a chaga, à procura da cura   Nego drama   Tenta ver e não vê nada   A não ser uma estrela   Longe, meio ofuscada   Sente o drama   O preço, a cobrança   No amor, no ódio, a insana vingança   Nego drama   Eu sei quem trama e quem tá comigo   O trauma que eu carrego   Pra não ser mais um preto fodido   O drama da cadeia e favela   Túmulo, sangue, sirene, choros e velas   Passageiro do Brasil, São Paulo, agonia   Que sobrevivem em meio às honras e covardias  Periferias, vielas, cortiço...

por que escrever à mão ainda importa

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                   meu caderno não é um planner                     existe espaço pra escrever                        espaço pra criar... perfeito para quem busca ambiente leve para suas listas, pensamentos e fregmentos de cotidiano -- isso incentiva escrita espontânea e, claro, mais sinapses, mais conexões! - presenteie-se !                             . . . . . . . . . . .  .   .             na loja :              veja o volume 1  -  clica         veja o volume 2  -  clica                       veja o volume 3  -  clica    conheça as primeiras páginas dos ...

futebol e literatura - não é só isso - podcast

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  está no ar o episódio número 3 de "não é só isso"                              futebol e litratura o que houve entre josé lins do rego e a copa de 1954? por que joão cabral está no podcast sobre futebol? e adriana jungbluth? o que ela faz nesse edpisódio? e a camisa do fluminese de 2023 -- mostrada no episódio, por quê? o francês éric cantona é destaque também... além deles, a jogadora marta, a escritora rachel de queiroz, co elho netto, djamila ribeiro, nelson rodrigues, cartola e tantos outros e outras envolvidos em nossa conversa! importante! clica no vídeo abaixo, compartilha! por favor -- ajuda o algoritmo! :) - . . . . . . veja o podcast inteiro ! . . . . . . .  .  .  .  .        veja tudo ytbe !   podcast não é só isso - clica  . . . . . .  .  .  .   .  um trechinho :  . . . . . .  .  .  .  ...

tocaia - lia d'assis - para enfrentar tabus

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         T O C A I A  Às vezes solidão me espreita  e sinto a morte amoitada  paciente senhora que aguarda  sussuros de suicida  Há dias em que admiro  a bravura dos que partem  sem adeuses ou cartas  sem unção nem perdão  Há dias em que avida  é um presente pesado      [ Lia d'Assis, F also infi ni t o, ed Patuá ]   . . . . . .  .  .  .   .  . o título põe em alerta : quem está de tocaia? a senhora dona morte ou a voz poética (eu lírico) que sente a morte espreitando? uma homanagem aos suicidas pela coragem de cuidar da própria vida. e da própria morte. olhem, é fundamental esse aceno ao indivíduo, num universo em que tomar conta da vida -- e da morte -- das gentes chega a ser um tabu. neste século 21, o tal discurso neoliberal individualiza os seres e os arremessa na bolha do consumo. sobra quase nada pra cuidar, dentro do corpo e da mente que possa ser chamado...