o africano e o poeta - narcisa amália e a justiça social
O AFRICANO E O POETA _ Nebulosas_ Narcisa Amália No canto tristonho Do pobre cativo Que elevo furtivo, Da lua ao clarão; Na lágrima ardente Que escalda-me o rosto, De imenso desgosto Silente expressão; Quem pensa? — o poeta Que os carmes sentidos Concerta aos gemidos De seu coração. — Deixei bem criança Meu pátrio valado, Meu ninho embalado da Líbia no ardor: Mas esta saudade Que em meu túmido ardor Lacera-me o seio Sulcado de dor, Quem sente? — o poeta Que o elísio descerra; Que vive na terra De místico amor! (...) Quem vê? — o poeta Que expira em harpejos Aos lúgubres beijos ...