a festa vai continuar_ simas e eu
i magem i c l _ inst conhecimento liberta o contundente estudioso luiz antônio simas sempre fala e escreve que as festas no brasil, tanto as profanas, quanto as sagradas, não são uma ação que aliena. concordo. o brasil que aniquila quem não é branco e rico, tem, no seu espaço, as festas que são marca de resistência. uma ideia de união para que se suporte o peso histórico desse roteiro de escravização, violências contra mulher, racismo pós-abolição, elitização do ensino etc etc... e, hoje, uma financeirização de tudo, uma individualização de tudo. as festas reconstróem -- diz simas -- sentidos coletivos de vida e mantêm viva alguma história, identidade e, consequentemente, força. vejam, escolas de samba, blocos de rua e afins não existem porque desfilam, não existem para o desfile, mas elas desfilam porque existem. v...