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Mostrando postagens com o rótulo escola

crianças e adolescentes em tempos de crise climática

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  não é só isso   [ leituras de cotidiano ]                                               Diante do agravamento dos eventos climáticos extremos no Brasil e no mundo, como as enchentes  no Rio Grande do Sul em 2024,  que afetaram milhões de pessoas e interromperam o acesso à educação, saúde e moradia,  o Instituto Alana lança, em parceria com o Conanda (Conselho Nacional dos  Direitos da Criança e do Adolescente) e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o guia “ Cuidar e proteger: infâncias e adolescências em tempos de crise climática ”, que busca fortalecer e ampliar o alcance do documento " Recomendação do Conada para proteção integral de crianças e adolescentes em situação de riscos e desastres climático s" , publicado em 2024.  O material, apresentado durante a Semana nacional de enfrentamento à violência sexual contra...

dez filmes para debater na escola

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                dez filmes para enriquecer a vida ! procurando filmes ou documentários para sugerir ou mostrar, na escola? arrisque conhecer esta lista! * apocalypse now  -  f coppola - 1979    estado unidos       apocalipse now - saiba mais   * capitão abu raed  -  matalqa & kenneth - 2007    jordânia    capitão abu raed - saiba mais     capitão ... mais sobre o filme * cidade de deus  - f meirelles - 2002    brasil        cidade de deus ! - clica       cidade de deus - saiba mais * o leitor - stephen daldry - 2008   alemanha / eua     o leitor - saiba mais ... * corra, lola, corra - tom tykwer - 1999     alemanha     lola rennt - corra ! clica * o menino e o mundo  - alê abreu - 2013    brasil [ animação ]     o menino e o mundo - saiba mais * meu profe...

última aula novembro 2025

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          " viver é melhor que sonhar " (belchior)       " mesmo que eu mande em garrafas mensagens. .." (bosco)              " deixa a vida me levar " (pagodinho)                                                           [ cachoeira é simbólica nesse contexto -- adorei ]                                                           sim, terminei. desde 1986, lá no colégio graphos (s j do rio pardo), até aqui, 39 anos e xis meses dentro de escolas, entre campinas, valinhos, bragança paulista, mogi-mirim, mogi-gaçu, itapira, espírito santo do pinhal, mococa, americana e s j rio pardo. não nessa ordem. ufa.  a energia...

mês de professor e professora ganharem parabéns

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  é outubro, aqui. pelas escolas, mês de ganhar algum parabéns, ganhar tapinha nas costas e um "vamo-que-vamo"... isso tudo sem menosprezar os remédios.  a classe trabalhista de professores é uma das mais desunidas do país, isso a gente sabe. educadores e educadoras se contentam, até aqui, em pular de prédio em prédio, para dar conta de jornadas exaustivas por semana, em troca de algo em torno de cinco salários mínimos. cinco ou quatro. não sei, mesmo, porque ainda há quem continue. em 2025, eu ainda sou um desses.  diante de estudantes, estou sempre na tentativa de deixar claro que educação não é informação, que aula não é descrição de fatos... enfim, está cada vez mais difícil. principalmente, no universo da classe média. essa juventude desenvolveu uma capacidade de se encapsular que é notável. ela é  filha das gentes que acreditam no fim dos sentimentos ruins e, por isso,  a ideia é não sofrer. então,  ninguém se expõe. e a vida segue, com estudantes em ...

a rosa das dores

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  carlos ferber foi meu aluno, tempos atrás. não me esqueço. corria o ano de 2008 e ele  estava atento, ouvindo breve comentário que eu fazia, em sala de aula, sobre "rosa", depois de lermos "primeiro motivo da rosa", poemeto singelo da não menos singela cecília meireles. estávamos lendo também "rosa do povo" (drummond) e já havíamos comentado "o nome da rosa" (eco), noutra oportunidade, daí o tema botânico e filosófico se fazer presente.  conversa vai conversa vem, ferber interfere para contar que a tal flor se mantém mais tempo sem murchar se colocarmos, no vaso com água, um comprimido de aspirina. fiquei pensando quais seriam as dores de uma rosa para que pudesse usufruir de renomado quitute.  cartola tinha dito que as rosas não falam, mas, pelo jeito, podem ter enxaqueca, daí aqueles espinhos todos, não sei. mas fica a dica do século, caso suas rosas reclamem de dor.

será que pode colar? - uma chance ao aprendizado

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  o que há neste livro ? perguntas de c onhecimentos gerai s com quatro (4) alternativas em que se buscou um nível de dificuldade próximo a quem estuda no ensino fundamental 2, algo entre o 6o. e o 9o. ano.  por quê ? nesse período da vida escolar, fundamentam-se alguns valores importantes, como a preservação da natureza, a importância da arte e a vida em sociedade. como funciona o jogo ? numa página do livro, aparecem a pergunta e as alternativas. é preciso descobrir qual delas é a única que responde à pergunta feita. quem tem o livro em mãos pergunta para uma ou mais pessoas, de preferência jovens. pode-se estabelecer um tempo para responder ou até alguma pontuação para o acerto. na página seguinte está a resposta, acrescida de uma curiosidade e, por vezes, uma proposta de pesquisa.    . . . . . .  .  .   .    .  veja um exemplo do livro: Ave facilmente reconhecida pelo canto e parece dizer seu nome quando vocaliza. Ela apresenta ...

opúsculo humanitário - nísia floresta brasileira augusta - resenha

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                          dionísia pinto lisboa   - -  nome oficial       nísia floresta brasileira augusta   - -  pseudônimo - "floresta" faz referência ao sítio onde nasceu (rio g do norte) - "augusta" é o nome do marido falecido, "augusto" filha do português dionísio pinto lisboa e da brasileira antônia clara freire, dionísia nasceu no rio grande do norte, em 1810. morreu na frança, em 1885.  no início de " opúsculo humanitário ", nísia expõe o modo como mulheres foram tratadas em épocas distantes, como na grécia, pérsia e egito, por exemplo, antes de cristo. passa pelos pensamentos de platão, sócrates, cita dario, safo, perictione (mãe de platão), aspasia, indo à idade média, chegando até -- mais recente --, a cornelia bororquia. vale explicação: " cornelia bororquia " é nome de um livro anticlerical, do final do século 18, com subtítulo: " a verdadeira história da judith espan...

o tal climão

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  leonardo sakamoto, na plataforma uol, deu a letra: " Um spoiler para o pessoal do Sul-Sudeste maravilha: se a Amazônia virar um grande deserto -- sim, há um processo de desertificação em curso -- a vida por aqui, como a conhecemos, também acaba. Porque parte da umidade da Amazônia é que mantém a vida aqui [ com os rios voadores ].   (...) Matamos o inverno e o verão no Sudeste, só tem calor: em uma parte do ano com poluição outra com tempestades que trazem apagões de energia. Consumimos desenfreadamente madeira, minério, carne e energia da Amazônia sem calcular o impacto disso. Lançamos poluição pelos escapamentos e fábricas daqui. Está quente e difícil de respirar? Mas vai piorar, e muito. Por quê? Porque a gente fica apontando o culpado como alguém distante, quando o culpado de tudo isso também está no espelho. " veja mais sobre texto de sakamoto no uol - clica olhem, votar direito significa, hoje, apoiar as plataformas ( partidos ) que defendem a natureza; a ci...

quando ganhei meu primeiro (e último) milhão

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  corria o ano de 2006, valinhos, s paulo.  tinha aulas duplas, literatura, e a ferramenta mais usada para o trabalho era a garganta. giz e livro didático estavam valendo também. neste ano, fui cicerone de filosofia. isso: também dei aula, baseado no belíssimo livro de marilena chauí, volume único, cujo capítulo inicial era sobre filme "matrix". demais de bom também. esta sala, registrada na assinatura do checão, era o 2-1mA1: "2" era ensino médio; "1" era primeira série; "m" para período da manhã; "a" para currículo em português e "1" o número da sala mesmo. e de onde veio essa sanha pelo milhão?  durante as aulas, era comum eu oferecer um milhão de dólares para quem respondesse xis pergunta do livro ou que eu inventasse como desafio. puro jargão bobo. eis que fim do ano, recebo um mimo. baita mimo. puta presente! não consigo achar o cheque aqui, juro, mas, na época, fiz fotos. praticamente todo mundo rabiscou nele, ficou par...

carta campinas entrevista professor

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  a plataforma "carta campinas" me convidou para uma conversa. foi ótima!  com glauco, miguel e luís parra trocamos ideias e compartilhamos algumas angústias.  os temas?  política, educação e literatura. se gosta, vale pena ir ao canal deles -- y tbe clique aqu i -- e ver toda a conversa que durou mais de uma hora! se preferir, fiz uma edição resumida, aqui, é só clicar.

escolas literárias - pequeno painel

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  vejam esta: abaixo, do realismo até século 20  . . . . . .  .  .  .  .  .   .    . livro de história da literatura  - clicA

vida arteira

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arte concepção: carlos h carneiro via microsoft i.a. (2024) anos atrás, d eixei uma tarefa para os alunos que tinha, na época, ensino médio: assistir ao filme "as horas" (stephen daldry), sobre a escritora inglesa virginia woolf. em uma das questões pedia-se que respondessem seguinte: qual chance de uma obra de arte mudar a vida de alguém. s erá mesmo que uma obra de arte, quer seja livro, filme, música ou tela pode mudar os rumos de uma pessoa? e ntão, cabe pergunta: por que se faz arte? entretenimento? terapia? fetiche? vingança?  o lhem, acredito que exista arte para que estejamos em contato com outra realidade. ver a vida, pelo menos, por outro viés. algo como recriar as coisas, os tons, as cores. e mais: diversão e geração de emprego são dois valores de que gosto, quando o tema é a arte. educação política também serve, mas não creio que toda obra de arte deva ser como "vidas secas" (ramos) ou "os miseráveis" (hugo), ou seja, um libelo contra a opressã...

proibir celular em sala de aula sem debate é absurdo

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  ideia trazida de um dos países mais conservadores do ocidente -- os estados unidos -- uma bolsa que tranca telefones celulares de estudantes, nas escolas, está em vigor, por aqui. olhem, é tremendo erro proibir celulares sem educar. mas isso é coerente com o ritmo da nossa educação. ela sempre foi conservadora. questões como  bullying, violência contra mulher, respeito à comunidade lgbt ou mesmo o racismo, raramente entram em sala. no máximo, numas postagens em mídia eletrônica ou nas pífias reuniões com professores, antes do ano letivo começar. nossas escolas ainda respiram o ensino jesuítico do brasil colônia e império: professor é autoridade. pune. e ponto. olhem, vou insistir: não resolve proibir, porque a relação professor-estudante não irá mudar só com isso. é esta relação, aliás, que faz estudantes quererem escapulir daquele ambiente, daquela rotina. por quê? porque a maioria dos assuntos tratados em sala não corresponde à realidade de humanos jovens. há muita erudiçã...