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um céu líquido

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                                                                                                [ picasso, mulher chorando, 1937 ] em "v estido de noiv a " (n. rodrigues), a personagem alaíde sofre alucinações em cama de hospital, vê figuras do passado, revive realidades.  a criatura de "f rankenstein " (shelley) com certeza deve ter sofrido um tanto, logo após abrir os olhos amarelos, na alemanha. há outros aqui, na estante, sofrendo do mesmo mal, como naziazeno (os ratos), luís (angústia), quixote (d quixote), mersault (o estrangeiro), sidonio rosa (venenos de deus, remédios do diabo) ou mesmo capitão celestino (a visão das plantas). olhem,  a depressão é a primeira curva na estrada das alucinações. da dep ressão vai-se para crise de ...

sal

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em " vidas secas ", a família de retirantes, no sertão nordestino, come mucunã e raiz de umbu. quando a situação melhora um tantinho, vale uma dose de cachaça no bodega do inácio. melhor do que o menu de " paixão segundo g.h. " — que me recuso a descrever aqui, nesse site tão singelo. quinhentos anos atrás, no " auto da barca do inferno ", um dos personagens berra que morreu de caganeira. fico imaginando o que ele teria comido… pensar em comida e não lembrar o banquete frustrado com peixe em "a cidade e as serras" é crime.  no conto " amor ", de clarice, ana está num bonde e, depois da partida do veículo, ela se desequilibra um pouco e deixa cair ovos no piso do bonde. fico imaginando o que ela iria fazer...se simplesmente omelete ou outra iguaria mais sofisticada. diferenciada é iracema, dentro do livro de mesmo nome, que faz o tal licor verde colocando os guerreiros indígenas em contato com tupã. não é assim uma sensação nov...

angústia - graciliano ramos - resumo

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ANGÚSTIA romance - - - - narrado em primeira pessoa, luís da silva relata sua vida, em alagoas, como funcionário de repartição pública e de um jornal, ligado ao governo do estado, onde faz crítica literária, em maceió. século 20. década de 30 . m uitos crimes depois da revolução de 30. valeria a pena escrever isto? impossível, porque eu trabalhava em jornal do governo. órfão do pai -- camilo -- luís se mostra, na vida adulta, muito rejeitado. solitário profissional. seus companheiros são moisés e pimentel. vivo agitado, cheio de terrores, uma tremura nas mãos (...) dão-me um ofício, um relatório, para datilografar, na repartição. até dez linhas vou bem. daí em diante a cara balofa do julião tavares aparece em cima do original, e os meus dedos encontram no teclado uma resistência mole de carne gorda. (...) em duas horas escrevo uma palavra: marina. depois, aproveitando as letras desse nome, arranjo coisas absurdas: “ar”, “mar”, “rima”, “ira”, “amar”. u ns vinte nomes...