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antinoos - sophia de mello bryener - e o amor universal

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        ANTINOOS  Sob o peso nocturno dos cabelos  Ou sob a lua divina do teu ombro  Procurei a ordem intacta do mundo  A palavra não ouvida  Longamente sob o fogo ou sob o vidro  Procurei no teu rosto  A revelação dos deuses que não sei  Porém passaste através de mim  Como passamos através da sombra         [Sophia de M Breyner Andresen, Geografia, 1967 ]       nota _       antinoo - jovem grego amante de adriano, imperador romano, séc 2 d.C .      . . . . . .  .   .   . no plural, antinoo está universalizado. ele é vários. contudo, podemos simplesmente ler "antinoos" como a forma aportuguesada de "antinoo", e segue o jogo.  aqui, ele é a ideia de um amor que se perdeu. antinoo, na história do império romano, foi amante de adriano e morreu aos 20 anos, sendo endeusado pelo imperador.  no poema, o jovem está espiritual...

geografia: breve mapa do livro de sophia de mello breyner

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  [ sophia de mello breyner andresen 1919 - 2004 ]              geografia - 1967     poesia de sophia cobra do mundo que volte a ser justo        .    .   .  . . . . . . . . . .  .   .   . o que encontrará no livro "geografia": a luz é assunto recorrente, um  princípio ético antes de ser imagem poética. ela é verdade, justiça, ordem do mundo. exigência de que o real seja legível. e a natureza é uma medida para isso. mar, casa, jardim:   padrões de harmonia contra os quais o mundo histórico é comparado — e quase sempre reprovado. é um c lássico essa poesia há herança grega : forma, limite, proporção. mesmo assim, é poesia ardente e rigorosa ao mesmo tempo . emoção contida com um eu lírico  discreto, p ouca confissão psicológica.  o pa ssado surge como lembrança de um mundo que fazia sentido. já o presente aparece como queda, ruído, injus...

caminho - sophia de mello breyner - comentário

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             CAMINHO   Na marcha pelo deserto eu sabia   Que alguns morreriam   Mas pensava sob o céu redondo   — Onde   O limite do meu amor da minha força?   E eis que morro antes do próximo oásis   Com a garganta seca e o peso   Ilimitado do sol sobre os meus ombros   Eis que morro cega de brancura   Cansada demais para avistar miragens   Eu sabia   Que alguém   Antes do próximo oásis morreria      [ S ophia de Mello Breyner Andresen - Geografia 1967 ]    . . . . . .  .  .  .   . aqui, o eu lírico está enfraquecido pela caminhada, pelo viver. curzar um deserto é senso comum de sofrimentos. sempre há os que não conseguem e sempre há os que morrem. uma pergunta ecoa, no texto: onde o limite do meu amor...? -- depois, segue-se o sofrimento e a morte. o eu poético está seguindo pelo deserto com outras pessoas. isso pesa. a questão é: por qu...