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Mostrando postagens com o rótulo cronica

odisseia no cinema ou "eu fiz o que pude"

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  waterhouse 1891_ulisses e as sereias eu vi " a odisseia " ( assim, com artigo ), filme de 2026, sobre a obra épica de homero, " odisseia " ( sem artigo ). vale a pena. o paganismo histórico desses gregos de três, quatro mil anos atrás é impactante quando o que se tem pra viver, hoje, é um cotidiano regido pela influência cristã. o perfil de humanidade ali nas tramas de odisseu em alguns momentos choca  -- mesmo que tudo possa ser ficção -- , e em outros, alivia até angústias existenciais. uma das agruras por que passa ulisses ( odisseu ) é navegar próximo às sereias e manter-se vivo, assim como sua tripulação. o canto das sereias é irresistível. quem ouve, se entrega e morre. a saída era encher os ouvidos dos navegantes de cera de abelha. no caso de ulisses, ele quis viver a experiência de ouvir o canto das sereias e resistir. por isso, é amarrado ao mastro do navio. foi tenebroso, sofrido, mas a embarcação seguiu. pra muita gente, sereia seria uma mistura de mul...

provisório e permanente - crônica instigante

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  no início dos anos 2000, a poetisa martha medeiros escrevia com regularidade no portal "terra". guardei algumas de suas crônicas, na época, e agora boto aqui um trecho de " o permanente e o provisório ", de  2004 : "O casamento é permanente, o namoro é provisório.  O amor é permanente, a paixão é provisória.  Uma profissão é permanente, um emprego é provisório.  Um endereço é permanente, uma estada é provisória.  A arte é permanente, a tendência é provisória.  De acordo? Nem eu.      (...) Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós."                               ...

querendo realizar já é um começo

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  já conversei com variadas gentes, nesses últimos anos e confessei que queria morar no litoral. pra quem não sabe, vivo em campinas, s paulo. a praia mais próxima fica uns 230 km daqui. não é longe. eu já disse publicamente e em terapias isso:  um sonho viver por ali, pé na areia, frio ou calor, chuva ou vento, ouvindo e vendo pássaros, tem o sabor do peixe, cheiro de mata atlântica... alguma paz. enfim, da última vez que toquei no tema, veio a frase: " e o que vc está fazendo hoje, pra chegar mais próximo de realizar essa vontade ? " olha, eu tenho um caderno de notas -- em português moderno é "planner" ( rs ) -- e nele escrevo à mão coisas de que preciso fazer hoje, amanhã... horário de compromissos, rabiscos e contas. muitas contas. a vida e seu custo.  agora, no meio de tudo isso, no caderno, não existe uma linha sobre o sonho da praia. nada. já falei isso nas intimidades, mas sei que eu mesmo preciso empurrar a carriola dos desejos e ver aonde chego. eu mesmo....

a tartaruga e o óbvio

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  seis décadas. seis. é muito?  para um humano urbano, que trabalhou por mais de quatro décadas para enriquecer os outros, é muito.  já para uma tartaruga é pouco. queria dizer algo que prestasse a respeito da solidão que é inerente a certas fases da vida. só me vem um chiado no ouvido, motor de ônibus ao fundo e o tec tec do teclado aqui, na minha frente... vivi achando que o compartilhar coisas, suor, vibrações e arte seria suficiente para a vida inteira. mas não é. a gente nasce sozinho, morre sozinho. ninguém morre pela gente, toma água pela gente, é óbvio. a mim, o óbvio vem sendo uma surpresa. ou uma realidade que negligenciei, vai saber... nas terapias da vida, pelos livros, ou na esteira do trabalho, a gente vai descobrindo fissuras no na nossa capa de suposto herói. passa o tempo e a experiência vai mostrando do que a gente é feito. óbvio. queria escrever algo que prestasse sobre essas descobertas do explícito. tipo, a realidade urbana, hoje, que não permite prox...

por que escrever à mão ainda importa

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                 o  caderno não é apenas um planner                     existe espaço pra escrever                        espaço pra criar... perfeito para quem busca ambiente leve para suas listas, pensamentos e fregmentos de cotidiano -- isso incentiva escrita espontânea !  - presenteie e presenteie-se !                             . . . . . . . . . . .  .   .             na loja :             escolha qualquer um ! _ clica                 escolha este ! _ clica     veja os cadernos e mais publicações _ clica     conheça as primeiras páginas dos cadernos clicando nos links acima        ...

futebol e literatura - não é só isso - podcast

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  está no ar o episódio número 3 de "não é só isso"                              futebol e litratura o que houve entre josé lins do rego e a copa de 1954? por que joão cabral está no podcast sobre futebol? e adriana jungbluth? o que ela faz nesse edpisódio? e a camisa do fluminese de 2023 -- mostrada no episódio, por quê? o francês éric cantona é destaque também... além deles, a jogadora marta, a escritora rachel de queiroz, co elho netto, djamila ribeiro, nelson rodrigues, cartola e tantos outros e outras envolvidos em nossa conversa! importante! clica no vídeo abaixo, compartilha! por favor -- ajuda o algoritmo! :) - . . . . . . veja o podcast inteiro ! . . . . . . .  .  .  .  .        veja tudo ytbe !   podcast não é só isso - clica  . . . . . .  .  .  .   .  um trechinho :  . . . . . .  .  .  .  ...

carência que estraga tudo

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                               fonte _   @capivarinhapantaneira   - instagram _ 2026    . . . . . .  .  .  .  .   . nem sei se isso, na tirinha, precisaria ser um desafio, mas é. foi marcante a descoberta desta postagem, neste momento em que mergulho em reflexões e algumas ações rumo a me entender mais dentro desse universo da carência afetiva. eu, que ando atolado até a pós-vida nessa questão. sempre enxerguei carência afetiva como um problema. o ritmo das relações com pais, nos primeiros anos da vida é um troço poderoso. carência afetiva seria uma doença? distúrbio de personalidade? o desafio da tirinha acima nunca me havia passado pela cabeça. isso acontece hoje, 2026, quando estou na casa dos 60 de idade ... olhem, sempre me vi enfrentando essa coisa de falta de amor ou similar como uma guerra eterna: uma hora avançava um pouco, noutra perdia muito. mais...

traiu ou não traiu? atlântida é a voz de capitu no exílio

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                                                                                     [ imagem capa: andré catani 1998 ]       a t l â n t i d a _ um monólogo texto feito em 1997.  transformou-se em uma peça teatral em 1998, com manuela soares atuando. era um monólogo. capitu falando, desde o exílio. hoje, está em livro!     --    *   atlântida - clica   -- * trecho: " Essa aparição aqui é mera concessão que faço... quero que conheçam o espaço atlântico para onde fui jogada. E onde vou purgando os meus pecados... ou os pecados dos outros. (...)    Na verdade me apropriei desse espaço e vivo até que bem... Nasci para ser mártir.  Passei anos de ressaca. E olhe que a Europa não é o melhor lugar para quem sai do R...

não é só isso - agora virou podcast

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        não é só isso agora virou podcast ! eu, edson capellato e o henrique subi nos juntamos pra falar de literatura e outras coisas. o primeiro episódio é sobre william shakespeare o segundo trata dos preços da literatura o terceiro mergulha na relação do futebol com a literatura       [ confira abaixo os vídeos ! ] importantíssimo : clicar e comentar, porque ajuda o algoritmo a fazer com que os vídeo atinjam mais pessoas                                                                                                    [ episódio inteiro ] [ chamada para o podcast ] [ episódio 2  na íntegra] [ chamada para episódio 2 ] [ episódio 3 - futebol ] [ episódio 4 ] . . . . . .  .  .   ....

1975 : lembro quase nada

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  [ propaganda da época ] entre 1973 e 74, passei a ir sozinho à escola . eu estava pelos 9 anos de idade e isso trazia certa noção de liberdade que eu não conseguia medir.  a questão nem envolvia chance de fazer o que quisesse, eu não tinha essa noção de poder. o lance era estar sozinho, no calor eterno da cidade de ribeirão preto, isso fascinava.  ir e vir por conta própria. a distância para escola era de um quilômetro, desde a rua altino arantes, até o grupo escolar guimarães junior, em ribeirão preto. como algumas vezes ia ziguezagueando, entre uma calçada e outra --  pra fugir de cães de rua --  o percurso percorrido ficava maior.  estar sem a presença austera da mãe era sim um tipo de libertação. eu não cabia no que eu era.  eu ia e voltava sozinho, algumas vezes. era realmente livre? não sei. é tarde pra saber. pelos idos de 1975, ouvia raul seixas no rádio, eu não gostava do ritmo, das letras... tinha aquela música da sopa, uma chateação para u...

livros restantes - filme entrega mulheres feitas de memória, coragem e desejo

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  ana catarina e joílton " livros restantes " ( denise fraga, marcia paraíso, 2025 ) -- filme sobre ana catarina, mulher que pretende sair do brasil, rumo a portugal, mas que decide, antes, devolver os cinco livros que sobraram na estante, justamente para aquelas pessoas que deram a ela os livros e fizeram dedicatórias!...  o cenário é florianópolis, barra da lagoa, beira de praia. ana catarina foi professora e, perto da terceira idade, engendra a ideia de sair do lugar, do país... existe um motivo importante, pesado, movendo isso, você descobre no fim. é impactante. assim como são impactantes as demais figuras femininas que gravitam em torno ana catarina, desde a mãe, a filha e até outras figuras que ela reencontra, por conta do plano de devolver livros que ganhou. as figuras masculinas são pequenas, com dificuldades por vezes insuperáveis, outras que são resolvidas depois de tempo, resignação e alguma culpa... os homens, nesse filme, são quase um estorvo, salvo joilton (ma...

literatura não autorizada - crônicas de um cotidiano ofensivo

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  " literatura não autorizada " ( c h carneiro ) reúne crônicas que parecem curtas à primeira vista, mas... não são: cada texto carrega gesto de observação fina do cotidiano, ironia discreta e recusa elegante ao óbvio. sim! eu por mim mesmo! vai vendo. literatura que confia no leitor    "literatura não autorizada" é livro sem conforto mastigado. e o que tem nele:  histórias sobre o navegante bartolomeu dias que roubava mulheres, também outra com virgolino ferreira; também fatos sobre a suposta estátua de álvares de azevedo -- feita pelo amadeo zani (1907) -- no largo s francisco, são paulo; também crônica envolvendo luiza almeida e seu avô-poeta bráulio de abreu, assim como as presenças não menos ilustres de yghor boy, tatiana penido, a rosalina valverde, rodolfo amoedo, o indígena içá mirim, durvalina, a clarice lispector, giovana schluter, emília (do lobato), o próprio lobato, a debora dezena, luiz puntel e mais um tanto de figuras, escritores, escritoras ou simpl...

dez filmes para debater na escola

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                procurando filmes ou documentários para sugerir ou mostrar, na escola?            arrisque conhecer esta lista! * apocalypse now  -  f coppola - 1979    estado unidos       apocalipse now - saiba mais   * capitão abu raed  -  matalqa & kenneth - 2007    jordânia    capitão abu raed - saiba mais     capitão ... mais sobre o filme * cidade de deus  - f meirelles - 2002    brasil        cidade de deus ! - clica       cidade de deus - saiba mais * o leitor - stephen daldry - 2008   alemanha / eua     o leitor - saiba mais ... * corra, lola, corra - tom tykwer - 1999     alemanha     lola rennt - corra ! clica * o menino e o mundo  - alê abreu - 2013    brasil [ animação ]     o menino e o mundo - saiba mais * meu ...