carência que estraga tudo

 

          

                fonte_  @capivarinhapantaneira  - instagram _ 2026
  
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nem sei se isso precisaria ser um desafio, mas é.
foi marcante a descoberta desta postagem, neste momento em que mergulho em reflexões e algumas ações rumo a me entender mais dentro desse universo da carência afetiva. eu, que ando atolado até a pós-vida nessa questão.
sempre enxerguei isso como um problema. a carência seria problema. o ritmo das relações com pais, nos primeiros anos da vida é um troço poderoso. carência afetiva seria uma doença? distúrbio de personalidade?
o desafio da tirinha acima nunca me havia passado pela cabeça. isso acontece hoje, 2026, quando farei 62 anos. 62. juro.
olhem,sempre me vi enfrentando essa coisa de falta de amor ou similar como uma guerra eterna: uma hora avançava um pouco, noutra perdia muito.
nas terapias, acabo aprendendo que a questão talvez nem fosse perdoar, porque perdão se liga a algo que se fez errado. na relação familiar, ali, não houve um grande erro... pais deram o que tinham. os meus, vieram da década de 1930. classe social na linha da pobreza, ancestralidade (negritude) e o contexto da época não permitiam que fosse comum o carinho pleno e atenção acolhedora às crianças, principalmente se fossem meninos. paciência.
uma palavra melhor, pro desafio, seria "aceitação". aceitar com calma o que foi ofertado, simplesmente porque é aquilo que pais tinham a entregar, ponto.
enfim, busquei em outras pessoas o que possivelmente me faltou na infância. fiz isso. funcionou? lógico que não. parece que estou há séculos tentando formar o cubo mágico sem as cores
essa tirinha das capivaras e as reflexões nascidas daí podem trazer uma leveza nunca sentida. já ajuda.


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