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a raposa de dentro

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                                            [ capa do disco " caça à raposa ", 1975 RCA ]  versos de "caça à raposa", joão bosco e aldir blanc:   O olhar dos cães, a mão nas rédeas   E o verde da floresta   Dentes brancos, cães   A trompa ao longe, o riso   Os cães, a mão na testa   O olhar procura, antecipa   A dor no coração vermelho     (...)   Uma cabeleira sobre o feno   Afoga o coração vermelho     (...)   . . . . .  .  .   .   .    . não é preciso muito cão para seguir trilha do desejo cão das lágrimas de saramago brilha cão nunca foi marca de amizade  os lobos sim rômulo remo e os lobos guará o coração vermelho chapéu vermelho na floresta fogo fog

que é feito de você - cartola - comentário

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      QUE É FEITO DE VOCÊ           Cartola ( 1908-80 )  O que é feito de você ó minha mocidade?  Ó minha força, a minha vivacidade?  O que é feito dos meus versos e do meu violão?  Troquei-os sem sentir por um simples bastão  E hoje quando passo a gurizada pasma  Horrorizada como quem vê um fantasma  E um esqueleto humano assim vai  Cambaleando quase cai, não cai  Pés inchados, passos em falso  O olhar embaçado  Nenhum amigo ao meu lado  Não há por mim compaixão  A tudo vou assistindo  A ingratidão resistindo  Só sinto falta dos meus versos  Da mocidade e do meu violão  . . . . . . . .  .  .  .  .  .  .   .   .   . neste samba, o eu lírico vê que sua mocidade não mais existe. a vivacidade não é mais a mesma. ele  demonstra a tristeza pela passagem do tempo.  o que se lê, aqui, é o poeta ressen...

a teus pés - ana cristina césar

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A TEUS PÉS (1982) poesia intimista com gosto pleo cotidiano. linguagem que também apresenta o prosaico, algum humor, versos livres, num livro povoado de referências literárias e de lirismo. . . . . . . . . . . . .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .   .   .   .   mocidade independente  Pela primeira vez infringi a regra de ouro e voei pra cima sem medir as consequências.  Por que recusamos ser proféticas? E que dialeto é esse para a pequena audiência de serão? Voei pra cima: é agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem uma graça atravessando o estado de São Paulo, de madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta contramão.  . . . . . . . .  .  .  .  .  .  .  .  .   .   .   .    . é confessional, um tanto visceral.  contudo,  há mais jogo de frases do que uma profundidade que l...