o vazio desenhava desde sempre - sophia m breyner - comentário
O VAZIO DESENHAVA DESDE SEMPRE
O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto
Todas as coisas serviam para nos ensinar
A ardente perfeição da tua ausência
[Sophia M B Andresen, Geografia, 1967 ]
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poema lírico onde a tristeza é limpa, quase arquitetônica. bem joão cabral mesmo. aqui, a ausência dói, mas é plena. intensa, pois houve aprendizado. e este é tema recorrente, no livro: a ausência; o vazio. esses elementos (ausência, vazio e afins) têm vivacidade. são ativos
no universo desses poemas de "geografia", a ausência torna o mundo mais palpável, legível.
aqui, sophia dá uma recauchutada no velho platonismo. boa!
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estilo geral do livro : versos brancos prevalecem, linguagem concisa, clareza, influência clássica (presença da mitologia), rigor na construção de imagens, tensão entre a ordem e a violência histórica, caráter moderno de linguagem
_saber mais_
ao longo de 60 anos, a sua obra, agraciada com numerosos prêmios, abrangeu a poesia, a ficção,o teatro, o ensaio, as traduções e a organização de antologias literárias. (...) quanto ao poeta, recomenda-se que, como joão cabral de melo neto ou qualquer outro "poeta clássico", sempre recupere a memória da morte, atinja por vezes a alucinação feroz e conheça, como a sua mão esquerda, a companhia da ausência, do conflito e do desastre (...)
[ feminae - dicionário contemporâneo - joão esteves & zilia castro ]
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