literatura não autorizada - crônicas de um cotidiano ofensivo
"literatura não autorizada" (c h carneiro) reúne crônicas que parecem curtas à primeira vista, mas... não são: cada texto carrega gesto de observação fina do cotidiano, ironia discreta e uma recusa elegante ao óbvio. sim! eu por mim mesmo! vai vendo.
literatura que confia no leitor — não explica tudo, não fecha sentidos. "literatura não autorizada" é livro sem conforto mastigado.
e o que tem nele: histórias sobre o navegante bartolomeu dias que roubava mulheres, também outra com virgolino ferreira; também fatos sobre a suposta estátua de álvares de azevedo -- feita pelo amadeo zani (1907) -- no largo s francisco, são paulo; também crônica envolvendo luiza almeida e seu avô-poeta bráulio de abreu, assim como presenças ilustres de yghor boy, tatiana penido, a rosalina valverde, rodolfo amoedo, o indígena içá mirim, durvalina, a clarice lispector, giovana schluter, emília (do lobato), o próprio lobato, a debora dezena, luiz puntel e mais um tanto de figuras, escritores, escritoras ou simplesmente gente da minha vida, tudo isso lá, nos breves textos de "literatura não autorizada".
não fiz crônica engraçadinha pra consumo rápido -- talvez por isso, até agora, tenha vendido tão pouco. os textos trazem lampejos afetivos, mas o que sobra é ironia, algum sarcasmo e a literatura, em si, que é o mote de quase tudo.
eu gostei, com o perdão do auto-nepotismo.
. . . . . . . . . . . .
literatura não autorizada - na loja - clica
saiba mais, assista-me !

Comentários
Postar um comentário
comente --