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vontade de chorar - paulo cesar pinheiro

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         VONTADE DE CHORAR                               Paulo C Pinheiro e Ivor Lancelotti Tudo que restou do nosso amor São folhas que o vento soprou E se perderam pelo ar E as recordações me enchem de dor Pois todo o fim de um grande amor Me dá vontade de chorar Todo verso triste que eu puser numa canção É o meu coração que chora E eu fiquei assim quando você Sem dizer adeus foi indo embora Pela minha voz e meu olhar todos verão Como eu vivo triste agora E eu não posso mais com a minha dor Porque qualquer canção de amor,  me dá vontade de chorar  . . . . . . . . .  .  .   . canção que retrata a angústia da perda de um amor. tema caro à literatura brasileira como um todo, desde gregório de mattos. na músíca popular, do século 20, houve mais presença dessa história do sofrer por amor. repara na metalinguagem do verso 7 : " t odo verso trist e ..." -- é...

canção - cecília meireles - comentário

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  não é só isso_ interpretação de texto       CANÇÃO  Pus o meu sonho num navio  e o navio em cima do mar;  — depois, abri o mar com as mãos,   para meu sonho naufragar.  Minhas mãos ainda estão molhadas  do azul das ondas entreabertas,  e a cor que escorre dos meus dedos  colore as areias desertas.  O vento vem vindo de longe,  a noite se curva de frio;  debaixo da água vai morrendo  meu sonho, dentro de um navio...  Chorarei quanto for preciso,  para fazer com que o mar cresça,  e o meu navio chegue ao fundo  e o meu sonho desapareça.  Depois, tudo estará perfeito:  praia lisa, águas ordenadas,  meus olhos secos como pedras  e minhas duas mãos quebradas.      Cecília Meireles [ Viagem, 1939 ]   . . . . . . . . . .  .  .   .   .   .   .   . versos de oito sílabas poéticas, isso mesmo....

recanto escuro das brechas da gente: gal, caetano e eu

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  até agora, nunca ouvi “recanto escuro” por inteiro,  mas só a voz de gal me fascina e dá ideia de que é a coisa que me diz de meu estado de ontem e de anteontem. não sei se diz do futuro, mas o que me incomoda é noção falsa de tempo noção certa de tempo falso, muito tudo confuso quando mergulha-se nessa fantasia de liberdade de estar em plenas ações do corpo -- o que me tem faltado há tempos -- e do corpo do outro pois oswald de andrade já disse que o que interessava era o outro e sei de alguns mais filósofos que disseram do inferno nos outros por isso essa quase cachoeira cascatinha verbal sem pontuação vai caindo como diversão marítima de onda que leva pra cá e pra lá um estado de álcool gel um estado de música e voz bonita de gal tropical fatal e é com um gel que sou passeado pela música – que é do caetano – então "recanto escuro" vira mar e escorrego pro fundo é bem onde queria estar nessas brechas da gente com sensações sem nome é bom não precisar dar nome às coisas ao...