moema de victor meirelles, alex myioshi e carlos carneiro

 

                           
moema _ victor meirelles _ 1866 _ 130cm x 196cm

obra de arte do final do romantismo, mas com marcas realistas, "moema" -- victor meirelles --  vem a público em 1866, época de conflitos políticos e econômicos (guerra do paraguay e crises bancárias desde 1864), por isso, a cena toda do quadro pode revelar um sentimento de tristeza e uma necessidade de pintar uma representação do brasil raiz em estado de sofrimento e desfalecimento: moema. 
o que chama atenção, nesta obra, é o que dela disse alex miyoshi, em seu livro "moema de victor meirelles" (edusp 2026). no trabalho,
 dentre outras  análises, o autor sugere que, ao olhar a tela, a indígena, filha de xerenimbó, está viva.
olhar para o quadro de meirelles e simplesmente aceitar que ela pode ter morrido, é senso comum, ainda hoje. gonzaga duque, crítico literário do século 19, foi severo quanto ao possível erro de meirelles ao retratar incorretamente um cadáver. mas quem disse que está morta? a tela não se chama "a morte de moema". bingo.o livro de miyoshi traz variadas considerações a respeito desta tela e de outras que tematizaram tragédias, como as de gericault, rodolfo amoedo ou girodet. 
contudo, o que me traz aqui é a coincidência.
isso mesmo. em 2024 escrevi "letra líquida", um romance
.
três personagens: um deles, moema. século 21. durante uma tempestade, livros de uma biblioteca despencam das estantes e caem no piso encharcado. um dos livros é "caramuru", do santa rita. não vou destrinchar a história aqui para não estragar surpresas. a mim, moema sempre esteve viva.
saber mais sobre o quadro de meirelles? assista ao vídeo abaixo! deixa comentário.
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e vejam quem fez comentário do vídeo, no canal ytbe:


  tô podendo com isso, não, senhoras e senhores!
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    letra líquida _ carneiro
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