professor continua sozinho na luta antirracista
não é de hoje que se tem notícia da interferência de famílias nas atividades culturais escolares, quando o tema é a negritude. brasil é um país racista, todos sabemos. agora, isso precisa ter fim. o jornal da usp publica, neste 2026, matéria sobre a solidão de professores e professoras diante dessa realidade. aqui vai um trecho (abaixo, link para artigo completo) :
"(...) profissionais da educação não estão dando conta de conscientizar o interno, nem o externo, já que as famílias não têm essa percepção de cobrar. É preocupante assumir que as forças contrárias às práticas da unidade escolar são, aparentemente, muito mais fortes. Recentemente tivemos um caso de um pai que acionou a polícia para entrar numa unidade escolar (...) Em novembro de 2025, policiais militares entraram armados na EMEI Antônio Bento, na Zona Oeste de São Paulo, após um pai “denunciar” uma atividade escolar sobre cultura afro-brasileira. O pesquisador acredita que o Protocolo de Identificação e Respostas ao Racismo do Ministério da Educação é um passo muito importante em direção ao cumprimento da lei. (...) “ É necessário que o protocolo do MEC seja replicado pelas redes estaduais e municipais, desde as creches, [até] cursos técnicos e universidades. (...) Não podemos confundir uma prática de racismo com o que a gente chama de bullying”, diz Raimundo Nonato.
[ jornal da usp, setembro 2026 ] clica aqui para matéria completa_
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olhem, enquanto toda comunidade escolar não se voltar para este assunto -- o racismo -- a tragédia continuará. como fazer? simples: em algum momento do ano todas as áreas de conhecimento tratariam a questão do racismo, no país -- uma vez só bastaria -- ; quer seja através de mostra cultural, quer seja por uma ou duas questões de atualidades em tarefas; ou debate regrado, em sala de aula, ações de estudantes dentro da comunidade onde a escola se insere, qualquer coisa! a ação deve partir de todas as áreas (ciências da natureza, linguagens, ciências humanas), todos os professores! uma atividade, em uma aula, ao menos, no ano. existem leituras de ficção, não-ficção pra explorar o tema, existem letras de música, noticário, obras de arte, material não falta. o que falta, muitas das vezes, é a vontade de quem tem o poder diretivo para gerenciar ações assim, unindo todos os professores e não deixando apenas a um ou outro da área de humanidades tratar do racismo, como geralmente acontece. professores e professoras que não são da área de humanidades poderiam sim tomar inciativa também, porque deixar tudo como está é ser no mínimo conivente.
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