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Mostrando postagens com o rótulo aula

mês de professor e professora ganharem parabéns

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  é outubro, aqui. pelas escolas, mês de ganhar algum parabéns, ganhar tapinha nas costas e um "vamo-que-vamo"... isso tudo sem menosprezar os remédios.  a classe trabalhista de professores é uma das mais desunidas do país, isso a gente sabe. educadores e educadoras se contentam, até aqui, em pular de prédio em prédio, para dar conta de jornadas exaustivas por semana, em troca de algo em torno de cinco salários mínimos. cinco ou quatro. não sei, mesmo, porque ainda há quem continue. em 2025, eu ainda sou um desses.  diante de estudantes, estou sempre na tentativa de deixar claro que educação não é informação, que aula não é descrição de fatos... enfim, está cada vez mais difícil. principalmente, no universo da classe média. essa juventude desenvolveu uma capacidade de se encapsular que é notável. ela é  filha das gentes que acreditam no fim dos sentimentos ruins e, por isso,  a ideia é não sofrer. então,  ninguém se expõe. e a vida segue, com estudantes em ...

quando ganhei meu primeiro (e último) milhão

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  corria o ano de 2006, valinhos, s paulo.  tinha aulas duplas, literatura, e a ferramenta mais usada para o trabalho era a garganta. giz e livro didático estavam valendo também. neste ano, fui cicerone de filosofia. isso: também dei aula, baseado no belíssimo livro de marilena chauí, volume único, cujo capítulo inicial era sobre filme "matrix". demais de bom também. esta sala, registrada na assinatura do checão, era o 2-1mA1: "2" era ensino médio; "1" era primeira série; "m" para período da manhã; "a" para currículo em português e "1" o número da sala mesmo. e de onde veio essa sanha pelo milhão?  durante as aulas, era comum eu oferecer um milhão de dólares para quem respondesse xis pergunta do livro ou que eu inventasse como desafio. puro jargão bobo. eis que fim do ano, recebo um mimo. baita mimo. puta presente! não consigo achar o cheque aqui, juro, mas, na época, fiz fotos. praticamente todo mundo rabiscou nele, ficou par...

proibir celular em sala de aula sem debate é absurdo

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  ideia trazida de um dos países mais conservadores do ocidente -- os estados unidos -- uma bolsa que tranca telefones celulares de estudantes, nas escolas, está em vigor, por aqui. olhem, é tremendo erro proibir celulares sem educar. mas isso é coerente com o ritmo da nossa educação. ela sempre foi conservadora. questões como  bullying, violência contra mulher, respeito à comunidade lgbt ou mesmo o racismo, raramente entram em sala. no máximo, numas postagens em mídia eletrônica ou nas pífias reuniões com professores, antes do ano letivo começar. nossas escolas ainda respiram o ensino jesuítico do brasil colônia e império: professor é autoridade. pune. e ponto. olhem, vou insistir: não resolve proibir, porque a relação professor-estudante não irá mudar só com isso. é esta relação, aliás, que faz estudantes quererem escapulir daquele ambiente, daquela rotina. por quê? porque a maioria dos assuntos tratados em sala não corresponde à realidade de humanos jovens. há muita erudiçã...

por que fazemos o que fazemos? - cortella

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dicas de leitura - ensino fundamental e médio

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        LEITURAS PARA SALVAR O MUNDO dentro desse mundo repleto de barbárie, há de se começar por algum lugar e, como trabalho em escolas, achei que poderia compartilhar o que pretendo fazer ano que vem com meus estudantes, todos do ensino médio.  de repente ajuda, no mínimo, a combater essa enxurrada de violência, ódio e racismo. quiçá, mudar o mundo pra melhor, de uma vez.   1. "a vida não é útil" (krenak)  sugestão: 9o (fund2) e ensino médio -- cuidar do planeta -- relação do humano com a tecnologia . . . . . . . . . . .  .  .  .  .  .   .   .  2. "olhos d'água" (conceição evaristo) sugestão: ensino médio - - pelo menos dois contos: o primeiro e mais um -- debate sobre racismo estrutural; amor; passado da negritude . . . . . . . . . . .  .  .  .  .  .   .   .  3. "pequeno manual antirracista" (djamila) -- racismo institucional e estrutural sugest...

educação sempre liberta -- principalmente na escola

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                                                     [ imagem clichê pra atrair mais gente ] não existem duendes que atacarão seu pudim de leite, assim como inexistem fórmulas mágicas para melhorar a vida de estudantes, em sala ou fora dela. quando a questão é deficiência de aprendizado, muito se lê sobre desatenção, timidez ou livros com poucas figuras. pode ser, pode não ser. e a avaliação, como vai? e a relação professor(a)-estudante  existe? numa viagem sem planejamento, todo motorista é cego.  cego ou aventureiro.  penso assim:  reuniões  entre áreas;  canal aberto, direto entre professores e direção, entre professores e coordenadores de nível (médio/ fundamental). existir avaliação de todo corpo docente e direção. toda a comunidade precisa estar ciente das metas e objetivos das aulas de cada matér...

redação enem 2020 é apelo à sanidade e empatia

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  o tema para redação 2020, enem ( prova em janeiro 2021 ) foi  saúde mental e seus estigmas . vale sempre lembrar que em dezembro 2020, governo federal anunciou que encerraria programas ligados à saúde mental via sus.  os textos motivadores trataram de números sobre saúde mental, dando conta de que o brasil é o primeiro do ranking da depressão.  também se leu que redes sociais contribuíam para prejuízos na saúde mental, uma vez que buscam validar uma vida perfeita. olhem, importantíssimo tema. assim como coronavírus não é "gripezinha", depressão -- por exemplo -- não é frescura ( só pra usar um termo de um dos textos da prova ). o estudante poderia seguir o caminho da prevenção, defendendo ideia de mais ofertas de profissionais especializados em espaços públicos -- como os do sus -- e isso levaria a argumentações ligadas aos benefícios da terapia, do apoio psicológico, principalmente em tempos de pandemia. ao final deste post, vídeo que fiz, em 2019, sobre saúde men...

saga das aulas online castiga professor normal

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continuo na saga das aulas online. estudantes, 99% deles, com câmeras fechadas, microfones idem. existem aqueles ainda que se conectam, aparecem na sala, mas não ficam, saem, vão fazer outra coisa, deixam a conexão ativa. daí sou obrigado a retirar a pessoa da reunião para poder desligar, quando acaba aula. estudantes estão estressados, eu sei. alguns não querem mostrar o local em que estão, eu também entendo... mas todos?? e nfim, lamento, mas eu também tenho muito pra carregar. sem contar que o custo dos aparelhos e conta de luz são meus também, nesse tal de rôme-ófis. existem aqueles que absolutamente nada fazem: nem "oi-bom-dia", nem respondem aos chamados no meio da aula, nem tarefas, avaliações, nada. é distopia. melhor: burrice mesmo. mas sei que a responsabilidade dessa história não é só dos estudantes, enfim. assim como sei que, em 2020, não se deve nem sonhar com a volta ao esquema presencial, ponto. eu vim só desabafar mesmo. tá um saco isso de aula sem contato alg...

hora de repensar relação ensino-aprendizagem, na quarentena

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agosto 2020 a rotina segue muito próxima do que acontecia em abril, maio... julho... em casa, prepara-se a aula xis, tento acolher a maioria dos alunos de ensino médio ante o tédio... é bem difícil.  falar, na tela do computador, sem ver as pessoas, muitas vezes até sem o áudio, é desanimador, acreditem. parte disso entendo. outra parte não. entendo o tédio e o cansaço porque muitas escolas procuraram manter o ritmo de aulas comuns como se nada estivesse acontecendo.  aula, exercícios, formulários, tarefas, vídeos, leitura, mais tarefas... não é só isso. há pessoas atrás das câmeras... muitos adolescentes, adultos jovens, gente que precisa desabafar, compartilhar algo... mas o espaço é escasso. o adulto educador, do outro lado da câmera, se vê também pressionado a fazer chamada de presença, registrar conteúdos previstos em planejamento, seguir o que seu mestre mandou... e, daí, sobra o cada-um-por-si que a gente conhece bem. professores(as) -- muitos -- estão tensos ...

aulas presenciais não devem voltar em 2020

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final de julho, 2020 mortes aumentam, no país, via covid-19. há mais relaxamento da quarentena. governantes de toda ordem -- em sua maioria -- não adotaram lockdown. exceções há, como em algumas cidades do ceará e rio grande do sul, dentre outras poucas. aqui, no sudeste, há movimentação para retorno às aulas em setembro. palavras do governo do estado de são paulo, por exemplo. dá-se o nome de retorno gradual, assim como o termo rodízio é usado. um número também aparece: 35. trinta e cinco por cento de estudantes, nas salas. posteriormente, na etapa dois, setenta por cento. até cem. podem usar nomes, números, eufemismos. mas o que se tem é aglomeração sem testes. aglomeração, em tempos de covid, também é conhecida como chance de infecção. morte. em nome de que essa sanha pelo retorno?  há vacina? haverá lockdown no estado todo?  testes serão feitos? então,  por que voltar? tudo isso me lembra a moeda de vespasiano. mas não vou me desgastar explicando iss...

aula expositiva o tempo todo é desperdício

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é comum, na área do ensino, aqui pelo meu mundo, o desconforto da clientela com determinado professor, professora. muitas das vezes a culpa é do próprio aluno, porque quem tem a última palavra é sempre o adulto da relação, pelo menos como pede  a carteira de identidade. quando alunos se dispersam ou vão mal nas avaliações ( que muita gente insiste em chamar de prova ) é comum cravar que a culpa é do aluno. olhem, se a maioria, na sala, usa de artifícios para fugir da aula, mesmo de corpo presente, há algo errado sim com a aula e os métodos de quem a ministra. se a maioria vai mal numa avaliação, é preciso considerar umas tantas variáveis para se achar a causa, como: não se reforçou a data do evento; as questões tratadas na avaliação foram retiradas de manuais de vestibular ( nada de própria autoria ); professor(a) não explicou como estudar o conteúdo; professor(a) nunca fez ou propôs tarefas condizentes com os objetivos das aulas ou a emília, do sítio, embaralhou as perguntas...

leandro karnal: todos contra todos

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livro de leandro karnal, filósofo, historiador, escritor, expõe, de modo quase didático, as idiossincrasias de nossas relações sociais, neste século 21, em especial, no quesito rede sociais. temas como racismo, ódio, política nacional, preconceito quanto ao gênero, aparecem em seus textos. saber mais? assista-me!

educação física ou competição esportiva?

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muito comum, nas mentes de quem não é educador, ver brotar a teoria de que na escola deveriam surgir atletas. e de alto nível! recentemente, a olimpíada expôs, mais uma vez, a penúria em que vive nosso esporte. ele gera emprego, é ação social, faz parte da demanda civil de uma sociedade. deve ser sim mantido, gerido pelo estado. não se trata de pensamento "comunista" como muitas cabeças estúpidas (e o que não falta é estupidez, hoje) pensarão. basta ir a outros países. mesmo quando a iniciativa privada se intromete, o estado é tutor. há regras, compromissos, impostos. enfim. está na moda a afirmação de que a escola deveria produzir atletas. vai vendo. primeiro: escola não é clube. segundo: escola instrui. acolhe. a competição não deve nortear o processo educativo. terceiro: educação física é só esporte? para saber mais, veja-me!

minha gente - resumo conto sagarana

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narrado em primeira pessoa, o personagem-narrador se vê envolvido em história de amor, política e até assassinato. o livro "sagarana" contém nove (9) narrativas. são contos que, segundo a crítica, compõem a terceira fase do modernismo brasileiro. saber mais ? assista-me! . . . . . . . . .  .  .   .   .   .   .   .   .   .   . dicas para aulas de literatura : clique !

aula memórias póstumas de brás cubas - machado

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* converse com seus alunos sobre o período literário: decadência do romantismo; ascensão do realismo   [ matéria psicológica; crítica social; norma culta ] * a tirinha de angeli, acima, abre chance de se falar das correntes de pensamento, na segunda metade do século 19: darwnismo [há também o marxismo, positivismo e determinismo] * excelente oportunidade para continuar valorizando a saúde do estado laico; deixar para escolas confessionais a crença em mitos etc. e mesmo nas confessionais,  diante de qualquer assunto, há de se respeitar a ciência * "mem póstumas de brás cubas", 1881, é considerado o início do período realista, no brasil * mostre o prefácio : " Que Stendhal confessas haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal. Nem cinquenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. (...) Mas eu ainda esp...

angra verde atlântico

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agora, o passeio é em angra dos reis, aqui no continente, nada de ilha grande, mas um recanto com vista legal.  aqui, na praia vermelha. preparando vídeo sobre literatura interdisciplinar e outro sobre o grupo de rock "angra". já vi tartaruga na água esverdeada dos cariocas. espero encontrar alguma garrafa boiando com mapa de tesouro dentro, tem um monte de ilhas aqui, uma inclusive com água doce -- a do "sandri" --, bem destacada, na foto abaixo. e isso favorece a existência de pouso para corsários... pois que vi no noticiário que exumaram o corpo do revolucionário e terno vanguardista dali, morto em 1989. descobriram que seus bigodes estavam intactos. tem quem goste. tiraram o coração do santos dumont, do pedro primeiro, cabelos do napoleão... e do rasputin... ah, esquece. [meia sim, estava 18 graus, paciência]

sermão da quarta-feira de cinza - 1673 - padre vieira

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sermão pregado em roma, século 17, é uma extensão daquele de 1672, na mesma celebração do início da quaresma a questão, aqui, é morrer duas vezes. morrer bem é antencipar-se à morte. "O s que morrem já mortos têm o céu " // " Os que morrem vivos vão inferno " outro trecho fundamental : "Como diz logo a voz do céu a S. João: Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor? Mortos que morrem? Que mortos são estes? São aqueles mortos que acabam a vida antes de morrer. Os que acabam a vida com a morte, são vivos que morrem, porque os tomou a morte vivos; os que acabam a vida antes de morrer, são mortos que morrem, porque os achou a morte já mortos. Estes são os mortos que morrem; (...); estes são os que a voz do céu canoniza por bem-aventurados: Beati mortui . E se os que morrem mortos são bem-aventurados, os que morrem vivos, que serão? Sem dúvida mal-aventurados." morrer duas vezes? como ? assista-me!

aprendendo redação #4 [ bullying ]

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texto 1 Já está na hora de abandonar os termos "digital" e "eletrônico" no que diz respeito às relações mediadas por computadores e afins. Da mesma forma que não se usam os termos "elétrico", "mecânico" ou "químico" para se referir a questões de infraestrutura, a classificação de um ato como "digital" coloca a ênfase no componente errado do processo. E pode minimizar a sua importância. Digital não é sinônimo de tecnologia. É uma forma de relacionamento. Uma discussão por WhatsApp não é melhor nem pior do que uma discussão por carta (...)                                                                       Luli Hadfahrer     [ Crime digital é crime ] texto 2 ­  A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 15, projeto de lei que estabelece a criação do Programa de Combate à ...

aprendendo redação #1

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para que uma boa redação funcione, é preciso norma padrão. é o que os exames vestibulares exigem -- e com razão. nada parecido com o que faço aqui, usando minúsculas e tropeçando na pontuação, porque isso que você lê agora é um blog e não um documento oficial etc etc. feita a observação, vamos ao que interessa: o que você vai precisar a) rascunho b) lápis ou caneta c) tema d) coletânea de textos e imagens e) um orientador (eu) primeiros passos são três os tipos de texto (gêneros) que encontramos mais comumente: * descrição  * narração  * dissertação   para os exames vestibulares, muito comum o último item, "dissertar" vamos começar com textos curtos. dissertar engloba vários tipos de texto: aula, resenha, editorial, redação argumentativa, seminário, carta aberta etc. pois bem, veja esta charge do angeli: 1) escreva um parágrafo (duas ou três frases) descrevendo a cena acima. 2) o que a cena sugere, do ponto de vista social ? 3...

heitor dos prazeres - arte brasileira

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heitor é artista plural. carioca, negro, sambista, pintor, tinha um papagaio e fez parceria com noel rosa. para poucos.  o que significa sua obra? por que é chamada de "arte naif" ? assista-me ! :)