não é só isso - julia lopes de almeida e a educação da mulher
não é só isso
_ajudando com interpretação de texto_
A novela Memórias de Martha (Julia Lopes de Almeida), 1899, retrata a vida de uma mulher da burguesia em situação de exclusão social no fim do século XIX. (...) a trama se ambienta em um cortiço no Rio de Janeiro e narra, a partir da memória da protagonista Martha, experiências marcadas pelo temor religioso na infância, sobretudo após a morte do pai. O enredo expõe dificuldades enfrentadas por Martha e sua mãe, que, após ficar viúva, são obrigadas a viver em condições precárias. A obra apresenta características do realismo-naturalismo, abordando questões como saúde pública, educação e pobreza, e oferecendo um retrato sensível e realista das camadas populares do Rio de Janeiro da época. A importância de Memórias de Martha ultrapassa seu tempo, ao tratar de problemáticas atemporais relacionadas a classe e identidade. Contudo, com o avanço das tecnologias digitais e a transformação das práticas de leitura, torna-se necessário repensar a maneira como essa obra pode ser apresentada e assimilada pelo público atual, em especial adolescentes e jovens adultos.
Marina Bernardino Rezende (puc - campinas)
João Paulo Hergesel (puc - campinas)
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para começar : 1. qual a preocupação central do texto acima?
outra questão: 2. o que você entende por "problemáticas atemporais" ? (dica: respostas no próprio texto)
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responda o que foi perguntado acima, escreva em seu caderno, depois volte aqui.
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respostas possíveis:
1. a preocupação central do texto é adequação da obra -- de 1899 -- para os tempos de hoje, século 21.
2. problemáticas atemporais indicam aquelas questões conflitantes, no meio social, que não ficaram presas à época do livro. exemplo: educação que pode melhorar a vida de alguém (este é o tema do livro todo de julia); outra problemática atemporal: problema da moradia, envolvendo cortiços (séc 19) que são equivalentes às favelas de hoje, assim como outros dilemas: alcoolismo e depressão, elementos presentes no enredo também.
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na lata_
o livro de julia lopes trata de exclusão, de atenção à educação da mulher e não levanta um pedestal para martha que -- depois de conseguir trabalhar em uma escola, consegue sair da miséria. não. o livro expõe como é difícil para a figrura feminina conseguir alguma idenpendência financeira, no brasil. é o que se vê observando o percurso da mãe de martha, no livro. elas não são guerreiras, são vítimas.
provocação: por que, ao final do trecho, seria necessário "repensar" a maneira de apresentar o livro para jovens, hoje? -- lembrar que o trecho pontua a questão das tecnologias. e aí?
então vai. pesquisa, lê, age. deixa nos comentários sua ideia.
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