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a iara - olavo bilac - soneto comentado

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                                                           A  I A R A       [ Olavo Bilac ]  Vive dentro de mim, como num rio,   Uma linda mulher, esquiva e rara,   Num borbulhar de argênteos flocos, Iara   De cabeleira de ouro e corpo frio.   Entre as ninfeias a namoro e espio:  E ela, do espelho móbil da onda clara,  Com os verdes olhos úmidos me encara,  E oferece-me o seio alvo e macio.   Precipito-me, no ímpeto de esposo,   Na desesperação da glória suma,   Para a estreitar, louco de orgulho e gozo...   Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:  E a mãe-d’água, exalando um ai piedoso,  Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.         [ in: Tarde , 1919 ] notas - - - iara:  ser mito...

morte de orfeu - olavo bilac

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A MORTE DE ORFEU Houve gemidos no Ebro e no arvoredo, Horror nas feras, pranto no rochedo; E fugiram as Mênadas, de medo, Espantadas da própria maldição. Luz da Grécia, pontífice de Apolo, Orfeu, despedaçada a lira ao colo, A carne rota ensanguentando o solo, Tombou... E abriu-se em músicas o chão... A boca ansiosa um nome disse, um grito, Rolando em beijos pelo nome dito: “Eurídice”, e expirou... Assim Orfeu, No último canto, no supremo brado, Pelo ódio das mulheres trucidado, Chorando o amor de uma mulher, morreu...                                                                   [ T ARDE - O Bilac ] . . . . . . . . .  .  .  .  .  .  .   .   .   . orfeu - mito ligado à música: b uscou recuperar sua amada morta...