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escuto - sophia de mello breyner - comentário

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                                                                                      sophia de mello breyner andresen (1919-2004)                                      foto _ inês gonçalves        E scut o   Escuto mas não sei   Se o que ouço é silêncio   Ou deus   Escuto sem saber se estou ouvindo   O ressoar das planícies do vazio   Ou a consciência atenta   Que nos confins do universo   Me decifra e fita   Apenas sei que caminho como quem   É olhado amado e conhecido   E por isso em cada gesto ponho   Solenidade e risco        [Sophia de M Breyner Andresen, Geografia , 1967 ...

caminho - sophia de mello breyner - comentário

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             CAMINHO   Na marcha pelo deserto eu sabia   Que alguns morreriam   Mas pensava sob o céu redondo   — Onde   O limite do meu amor da minha força?   E eis que morro antes do próximo oásis   Com a garganta seca e o peso   Ilimitado do sol sobre os meus ombros   Eis que morro cega de brancura   Cansada demais para avistar miragens   Eu sabia   Que alguém   Antes do próximo oásis morreria      [ S ophia de Mello Breyner Andresen - Geografia 1967 ]    . . . . . .  .  .  .   . aqui, o eu lírico está enfraquecido pela caminhada, pelo viver. curzar um deserto é senso comum de sofrimentos. sempre há os que não conseguem e sempre há os que morrem. uma pergunta ecoa, no texto: onde o limite do meu amor...? -- depois, segue-se o sofrimento e a morte. o eu poético está seguindo pelo deserto com outras pessoas. isso pesa. a questão é: por qu...