banksy e o homem que arremessa flores - mas não é só isso
não é só isso
_ajudando na intepretação de imagens_
banksy, 2003 - mural - cisjordânia
uma proposta de estudo para vestibulares e afins.
arte -- até este momento -- do misterioso grafiteiro banky, britânico que, segundo fãs, nasceu em 1974.
o grafite mostra um manifestante em gesto clássico de ataque — corpo tenso, braço armado pro arremesso — mas, no lugar de pedra ou um coquetel molotov, ele lança flores. mas não é só isso.
se você entendeu que o alvo é aqueles que guerreiam, estamos no caminho certo.
veja: cena seca, quase monocromática; a cor explode só no buquê. por quê?
outra provocação: na violência esperada, resposta poética. por quê? o que incomoda?
[tenta responder as perguntas acima, depois volte e veja se o que escrevi ajuda]
outra provocação: na violência esperada, resposta poética. por quê? o que incomoda?
[tenta responder as perguntas acima, depois volte e veja se o que escrevi ajuda]
a imagem nasceu associada à cisjordânia, em um território de conflito real, o que torna o contraste ainda mais incômodo. a figura humana está com predominância da cor escura o que dá destaque ao buquê.
banksy atira a paz contra o mundo hostil, um último recurso.
olhem, o romantismo exaltava gesto heroico e também a suavidade das flores, mas aqui, banksy sabota o romantismo, trocando arma pelo buquê. é sarcasmo puro, não só com o romantismo, mas com as guerras em geral. a flor não redime, mas constrange.
o que incomoda? incomoda o fato da expctativa ser a violência, mas o que se arremessa é flor. metáfora de amor, de abraço, acolhimento, prazer.
olhem, o romantismo exaltava gesto heroico e também a suavidade das flores, mas aqui, banksy sabota o romantismo, trocando arma pelo buquê. é sarcasmo puro, não só com o romantismo, mas com as guerras em geral. a flor não redime, mas constrange.
o que incomoda? incomoda o fato da expctativa ser a violência, mas o que se arremessa é flor. metáfora de amor, de abraço, acolhimento, prazer.
na lata_
há respingos de acidez na década de 1960, quanto ao lema "paz e amor". lá, reinava a noção de paz, sossego, o que era ótimo. instalava-se a ideia da não-guerra. aqui, o desenho propõe quase um paradoxo porque a paz está sendo arremessada. deixa de ser sonho pra ser arma. o movimento com jeito violento é quem propõe uma paz. incomoda, é um paradoxo. é arte.
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não é só isso é uma série : postagens para ajudar quem quer estudar interpretação de texto e imagens
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